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Férias (Parte III)

Oi... Tudo bem com você? As férias já te renovaram? Ou... Já te deixaram... Digamos, estressado? Sei que soa um pouquinho estranha a última pergunta, embora algumas pessoas já tenham se acostumado com o “cansaço do período de descanso”... (este post pode mudar sua vida)


Em ‘Férias (parte I)’, definimos férias como a formalização da autorização para descansar; em ‘Férias (parte II)', tratamos de alguns aspectos interessantes sobre férias, com destaque para dois alertas bem importantes: não existe tempo suficiente sob ansiedade, e não adianta tentar agarrar o tempo.

Sabe como férias podem ser cansativas, não é? Cumprir com todas as definições feitas, como arrumar o guarda roupas, o armário, as gavetas, aquela, em especial, onde “foram” se acumulando ao longo do ano documentos, recibos e papéis em geral, visitar a tia que há tempos não visitamos por falta de tempo...
Tempo... Eis o destaque deste post.

Como repousar com tantos compromissos assumidos? “Mas, Lucius, é exatamente o período em que posso “por minha vida em dia”... eu sei, eu sei... contudo tenho uma recomendação a você, querido zerador de karma: plante sempre. Não deixem para plantar de uma só vez, ainda mais com a expectativa de colher de uma vez. A Lei do karma funciona assim e a vida da gente funciona assim.

Peguemos um exemplo: arrumar a gaveta onde ao longo do ano foram sendo acumulados documentos, recibos, continhas, anotações, papéis.

Que tal algo revolucionário? Ao invés de ter que reservar um tempão para arrumar a bagunça de papéis nas férias, não gerar bagunça alguma. Interessante? Óbvio?

É uma questão de treinamento... Antes de por em ordem aqueles papéis, nem ponha papel algum em desordem... Esta com um recibo nas mãos? Qual o lugar dele? Já põe.  “mas se eu parar para guardar organizadinho tudo, ao longo do ano, perco um tempo danado, Lucius!”...

Permita-me discordar. Quanto tempo leva para guardar um documento na pasta ou gaveta cujo rótulo é “bagunça que depois arrumo”? 5 segundos? E se você tem um sistema de organização já, uma pasta com separações, por exemplo, quanto tempo leva para colocar o tal documento em seu lugar de destino? 15 segundos? Diferença de 10 segundos.

Consideremos que em 12 meses, você tenha que guardar aproximadamente 600 documentos. São 6000 segundos a mais do que o que gastaria para jogá-los em uma gaveta, ok? 6000 segundos dá exatamente 100 minutos, ou seja,  1h e 40 min por ano  para manter tudo em ordem.

E se você deixar tudo misturado, para arrumar nas férias? Quanto tempo levará? Mais do que 1h e 40 min?

Aposto que mais que meio período!!! O tempo que você levaria para ir ao cinema, comprar uma pipoca e um guaraná, sentar confortavelmente em uma poltrona e assistir a um bom filme, voltar para casa, olhar para a pasta bagunçada e ainda dar uma boa gargalhada! “hahaha... eu te arrumei ao longo do ano... nanananã

Desse modo, causas ordenadas pequeninas postas em movimento, gerarão um efeito colossal ordenado em algum momento. Se for às férias... ahh... Que renovador...

Visite a titia, sem protelar, assim que possível... É tão gostoso o abraço! Gaste 10 segundos a mais para por o sapato no lugar dele, o documento no lugar dele, cada coisa arrumadinha, realizada em seu tempo.

Ordem ao longo do ano possibilita ordem nas férias... Vamos começar agora?

Um afetuoso abraço, do amigo Lucius Augustus IN

Dessa vez vai ser diferente (Resoluções II)


O ano novo é como uma gigantesca segunda feira. Momentos para os quais lançamos nossas metas de resolução, edificação e efetivação do que nos importa, como a barriguinha adquirida nos comes e bebes do final de semana, que precisa...zapt... Sumir.

Iniciamos um novo ano, e com ele uma expectativa de melhores momentos, de esperança, de otimismo.  E sendo uma enorme segunda feira, já estamos no tempo de realizarmos nossas definições.

Xiii... Mas essa história já é conhecida... A lista das resoluções parece única, simples e não há dúvida que cumpriremos todos os itens. Ou será que há duvidas?

Via de regra, nossas listas se transformam em tentativas de promessa cada vez mais potentes: “não! Dessa vez será diferente!! Vou realizar cada item, “TIM TIM por TIM TIM”.

Ok, não duvido... Mas sei que é difícil, e, por isso mesmo, resolvi participar contigo da realização do que importa para você, potencializando suas chances de ir até o fim em cada item da lista.

Vejamos o que pode nos ajudar:

- As metas precisam ser realizáveis, viáveis, realistas;
- Cumpri-las precisa ser gostoso, e não uma obrigação;
- Elas serão frutos conquistados ao longo de 2012, então curta a viagem;
- Afaste de você cobranças, imposições... Sem pressão, ok?;
- Versatilidade e flexibilidade são suas aliadas... Sem rigidez, ok?
- Lembre-se da importância que você deu para que um item fosse escolhido.

Os primeiros passos sempre são os mais difíceis, mas é da nossa natureza mais íntima: persistir. Então dê os primeiros passos, só isso. Naturalmente você andará, correrá e terá êxito com suas definições.

Torço por você. Acredito em você . Acredite em você, você também!
(só os primeiros passos, ok?)

Um grande abraço, do amigo Lucius Augustus, IN.


Originalidade na Ação



Escrever é um exercício curioso, requer alguma reflexão e produz ainda mais reflexão... Às vezes me pergunto se um post meu serve para que eu lhe sirva e estimule sua disposição em refletir, ou se o post, embora tenha sua inegável utilidade a algumas pessoas, amplia a reflexão que a ele deu início.

Há pouco considerava alguns temas para compartilhar com vocês, e visualizando as idéias me dispus a fazer uma escolha. Fiz uma pergunta: “qual tema pode conter alguma originalidade a ponto de estimular minhas amigas e meus amigos, que acompanham este blog, a praticarem o ‘Domínio da Vida’ e a compreensão da Lei do Karma? “... hmmm... Quero estimular a compreensão... A disposição de viver a aventura da revolução da consciência... Algo que apresente originalidade... Originalidade? É isso!!!!

Sobre todo e qualquer assunto, temos a alguns “clicks”, um mundo de informações... não se trata da originalidade do tema, da idéia... trata-se, sim, da originalidade do que fazer com a idéia... que utilidade você dará a uma informação.

Mensagens de teor motivacional, inspiradoras, espiritualizadas oferecem algum risco: o de facilmente nos identificarmos (e isso ocorre porque temos algo em comum com a mensagem- pontos de identificação), nos motivarmos e pouco tempo depois, a deixamos de lado até que ignoramos sua existência, ao menos até alguém nos lembrar novamente.

Desde Sêneca, um conjunto bem estufado de pessoas, até autores consagrados, repetiram a seu modo ”se você continuar a fazer o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve. Se quer algo diferente, faça algo diferente.”

Puxa... que genial... Como não pensei nisso antes...

Ok, ok... Dependendo do contexto a mensagem chega a inspirar... Mas, por quanto tempo ela terá serventia, utilidade p/ nós?

Pouco tempo, pois, na maioria dos casos, ficamos apenas no campo da motivação, e não fazemos, realmente, algo diferente para obtermos um resultado diferente. E quando fazemos, rapidamente voltamos ao velho hábito, ao lugar comum, e paramos de fazer o tal “algo diferente”...

De que modo usaremos a originalidade?

Exatamente!!!!

Como usaremos nossa originalidade? Pois nem sempre ela é encontrada na idéia, e sim no que fazemos com ela, certo?

Lancei a pergunta para que você considere, já que somos agricultores (veja a idéia clicando na palavra agricultores), plantar e colher.

Como alguns dos que me acompanham querem ser senhores e senhoras do karma, podem já treinar a percepção dos efeitos/causas/efeitos/causas.

Faça uma escolha: o que você quer fazer de modo original? A idéia pode ser bem conhecida, pois a originalidade está na aventura que você vai empreender agora, ao fazer de modo diferente, original, portanto “com um certo mistério”...

Vamos lá, conhecimento adquirido, o uso do conhecimento será original... Essa aventura pode ser muito interessante...

Abraço,
Lucius Augustus, In., seu amigo.

Reflexão sobre a Vida e a Morte - Agora é Tudo

Quero compartilhar contigo uma reflexão sobre a vida, a morte e o medo, objetivando uma compreensão do prazer de viver e a satisfação de perceber a própria existência.

Para tanto vou utilizar de um trecho de “A Carta sobre a Felicidade (A Meneceu)” de Epicuro*. Para obter este texto na íntegra, consulte a área de textos do site do Colégio Místico.

“Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.

Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada pra nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida.”

 Nada temos a temer na vida, pois somos Seres Reais e Imperecíveis. E nossa parte perecível, que nos serve de veículo para que atuemos e aprendamos no mundo do fenômeno, por meio da percepção, não coexiste com a morte.

 Amemos a experiência chamada vida, e sintamos a segurança e a paz por sermos Consciências Reais; não sintamos medo, e vamos apreciar cada momento, pois agora, este exato momento é tudo e encerra todas as possibilidades. Se você não comer o fruto, plante a semente, mas de todo modo, concentre-se no agora - só no agora há vida verdadeira.

 Você encontra a “Carta sobre a felicidade” na íntegra em www.colegiomistico.com.br/carta-sobre-a-felicidade.aspx

 *Epicuro foi um filosofo grego que viveu entre 341 a.C e 271 a.C, e que possuía como forte motivação a obtenção da felicidade, condição caracterizada pela ausência da dor física e pela imperturbalidade da alma. 

Abraço,

 Lucius Augustus, IN

É de qualidade inigualável... pode levar, dona de casa!


Estava na feira e ouvindo o pessoal “anunciando em alto e bom tom que tinham os melhores frutos”, me inspirei a ter essa conversa com você:

Falamos de causas e seus efeitos, origens e suas causas, movimentos e essencialmente, sobre o karma, equilíbrio. E quando se trata deste último, há algo contido que é de vital importância: amar-se a si próprio.

É necessário se amar? Sem dúvida alguma, SIM!! Quem se ama aumenta na exata proporção suas chances de experienciar liberdade. O Amor é realizador e edificante.

Quem se ama, pode aprender que independe do amor do outro. E conviver com quem a gente não depende do amor, é muito gratificante: a relação tende a ser incondicionada; se recebemos amor, é extra; experimentamos a satisfação de amar sem esperar retorno... Há tantos benefícios...

Não é tão comum assim se sentir bem à vontade com a idéia de amar a si próprio. Por outro lado, é muito, muito comum ficar numa boa com a idéia de ser amado por seus pares.

Amar-se é estranho, esperar que o outro nos ame, normal... tem alguma coisa muito doida acontecendo aqui!!!

“Eu não consigo me amar, mas fico muito bravo se minha namorada não der provas do seu amor por mim.” Ei, isso é péssimo negócio.

Você quer que amem o que nem você ama... rsss... Está “tentando vender doce que perdeu validade?”... Não? É bom? Vale a pena? É de primeira? Então aprecie, admire, reconheça o valor e... AME!!! Depois disso – só depois disso – experiencie o amor que lhe é oferecido (note que eu disse ‘experiencie’ e não ‘dependa e cobre’).

Ame-se mais, ame-se melhor e espalhe amor a tudo e a todos!!! (nós tendemos a dar o que temos e a cobrar o que carecemos. Dar realiza “um zilhão de vezes mais do que cobrar”)

Vamos treinar o amor?

Abraço,

Lucius Augustus, IN

Bases da Lei do Karma - Plantio contínuo

Somos causas e efeitos o tempo todo... Efeitos, causas, efeitos...

Sobre karma, costumamos considerar o que sentimos, pensamos, enfim, o que vivemos em um dado momento, em efeitos e em causas de modo condicionado (via de regra fazendo comparações, associações ou lidando com expectativas).

Há uma Lei Maior. E esta Lei, chamada Lei do Equilíbrio Universal, que se desdobra, e em um dado momento, por exemplo, na esfera humana, rege movimentos pela Lei do karma (há muitas outras leis).

Como funciona, com quais propósitos, como saber relacionar efeitos as suas causas, ou até às origens ... há tantas reflexões, tantos questionamentos interessantes... E trataremos de um quase sem fim desse tema... Vamos escolher um aspecto: causas.

Agora, considere que somos agricultores. Plantamos, colhemos. Há momentos que pensamos mais no plantio, geralmente de modo condicionado (ex.: se fizer isso, obterei aquilo)... Há momentos que focamos mais na colheita (ex.: que fiz para merecer esse efeito?).

Comecemos a fazer movimentos harmoniosos com a lei: a referência é a semente que temos em nossas mãos – que, convencionemos,  chama-se “o melhor possível”- e o tempo que é único - AGORA.

Então, somos aqueles que plantam o melhor possível, agora. E a cada momento, é o que fazemos. Só isso. E colheita? Se reconhecermos, exercício de gratidão... Mas dedicação e referencial no plantio.

Quem somos? Agricultores focados no plantio: “fazer o melhor possível, AGORA”... Que mais? Só isso.

Abraço,

Do amigo que te estima
Lucius Augustus, In

Causas e... só causas mesmo (Vamos semear)



É fácil alinhar certas causas aos seus efeitos, e até antever os efeitos que desejamos, de acordo com as causas que movemos. Mas há momentos em que é preferível não fazermos isso. Vamos agora a um desses casos.

Particularmente neste momento, nesta incrível segunda-feira que se inicia, quero convidar você a atuar por uma perspectiva diferente e extremamente simples.
Vamos tão somente semear.

Como funciona?

Iniciamos escolhendo algumas ações que podem significar prosperar sementes, e ao longo do dia lançaremos essas sementes. Só isso. Não precisamos saber o que teremos por efeito. Seremos semeadores. Só isso.

Não precisamos observar o movimento, não precisamos saber se a semente germinará, se vai se multiplicar, se perder. Só importa semear.

O que esperar disso? Absolutamente nada. Nadinha de nada.

Vamos só lançar sementes.

Para não dizer que não há motivação neste aspecto da causalidade, vamos procurar a satisfação pelo simples ato de lançar sementes, mais nada.

Ao final do dia, concluiremos se vale repetir a ação de semear, e, caso apreciemos este movimento, podemos repetir no outro dia.

Vale acrescentar ao longo do dia sementes novas, aprendidas no caminho.

Exemplos de sementes:
- sorrir para as pessoas,
- olhar nos olhos das pessoas com carinho,
- atribuir algo de belo, agradável e bom em cada pessoa que cruzar nosso caminho,
- agradecer,
- se dispor a servir,
- assumir gestos de gentileza,
- achar graça em pequeninas coisas,
- escolher um momento qualquer e cantar uma música que você curte muito,
- atender bem,
- acolher o atendimento,
- apreciar alguma coisa do dia que seja bem conhecida, já.
Etc.etc.

Vamos estimular quem estimamos pelo resultado e não pela idéia, isto é, exercitemos o semear para termos a experiência e podermos compartilhar com as pessoas de nosso convívio.

Seja amigo, não espere que sejam amigos.

Um amigo reconhece amigos.

Viva uma fabulosa segunda-feira e semeie bastante.

Grande abraço,
Do amigo Lucius Augustus, IN

E Renato Russo cantava “Temos nosso Próprio tempo”

Já notou como o tempo passa rápido? Já virou lugar-comum ouvir algo como “puxa, e o fim de ano já esta ai!!!! como o tempo passa rápido, não?". Podemos falar dos vários tempos, com destaque para o tempo cronológico - aquele do relógio - e o tempo psicológico - aquele que a gente sente mais curto numa festa e mais longo numa fila de supermercado. Mas não vamos tratar disso nesse post.

Não, não... O tempo passa rápido? É isso tio Lucius Augustus? Não Amigão, é você que está muito ocupado com seus assuntos na vida, que não percebe... “a-pró-pria-vi-da”.

Como assim, o que quero dizer com isso? Simples: segunda-feira, semana que começa, compromissos, afazeres, rotina, final de semana...

Passou... Segunda-feira, semana que começa, rotina... Tudo sempre tão igual. Até quem tem um tempinho para assistir TV, reconhece que “jaaa é final de ano?”.

É, amigas e amigos, há concentração no trabalho, concentração nos estudos, concentração nos afazeres, concentração no entretenimento... e vai-se vivendo, vivendo, sem perceber... Envelhece e morre... A vida passa e a gente nem percebeu.

Mas não é assim mesmo que se vive, Lucius?

Não queridos amigos. Não precisa ser assim. A concentração é fantástica, quando associada à percepção consciente. Desse modo, a vida mecanizada, robotizada, eficiente em suas engrenagens, mecanismos, escolhas inconscientes, concentração mecânica, atenção desatenta, pode ser substituída por uma vida dinâmica, viva, colorida, pulsante, plena de percepção, de movimento, de liberdade, de responsabilidade e atuação conscientes, a cada pulsação, a cada inspiração!

A vida é muito mais sublime do que podemos imaginar, mas geralmente precisamos ser altamente impactados para sairmos – e pelo susto - da vida mecanizada.

O que te faz feliz? Sério mesmo, seriíssimo: o que você realmente sente que te fará feliz?

Respire profundamente, sinta o ar plenamente em seus pulmões... uma respiração gostosa. Se pergunte: o que você verdadeiramente quer colher?

Já sentiu? Já sabe? Então plante!!! Tudo é possível. A vida é um milagre maravilhoso e TODAS as possibilidades são suas.

Ótima terça-feira a todos,
Lucius Augustus